Ela sorria e nem tinha motivos para isso
Sorria sem pensar, sorria sem pesar
E a resposta era apenas um sorriso
A resposta de uma pergunta que nem ela mesmo ouviu
Ela olhava e logo sorria
Ele olhava, não entendia, porém sorria
Ela sorria sem querer nada em troca
Ele sorria, como uma forma de resposta
Ela nem sabia como iria ser o dia
Como sua mãe estava, quais eram seus problemas
Ela mal respondia, ela sorria.
Ela sorria para o mundo e o mundo sorria para ela
Ela desarma, ao sorrir.
Ele, tinha o olhar como sua arma.
Ela ao sorrir, desarma.
Ele, ao vê-la sorrir, se entrega
terça-feira, 28 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
De novo e pra sempre
É perto de você que eu não sou
Você espanta o meu maior medo
O medo de mim mesma
É perto de você que eu me deixo de ser
E sou o que eu queria ser
E num sonho, num sono
Num fechar de olhos
Eu vejo você
E de novo é perto de mim que você está
Mantenho meus olhos fechados, com medo de que vá embora
Aí tudo se perde
Eu me perco e não me procuro
E você encosta sua cabeça em meu ombro
Aí eu consigo sentir cada orgão do meu corpo
trabalhando duramente para que meus olhos se abram de novo
Mas eles nem se preocupam
E deixam o tempo passar
E o tempo passa e minhas mãos coçam
com a vontade de acariciar seu cabelo
Mas estou muito ocupada, tentando não deixar meu coração fugir
E meus olhos sem querer se abrem
E é aí que eu te vejo, vindo em minha direção
E é aí que eu não faço nada e viro um outro nada
É aí que eu te olho, e te olho
E aqui você está, perto de mim
De novo e pra sempre.
Você espanta o meu maior medo
O medo de mim mesma
É perto de você que eu me deixo de ser
E sou o que eu queria ser
E num sonho, num sono
Num fechar de olhos
Eu vejo você
E de novo é perto de mim que você está
Mantenho meus olhos fechados, com medo de que vá embora
Aí tudo se perde
Eu me perco e não me procuro
E você encosta sua cabeça em meu ombro
Aí eu consigo sentir cada orgão do meu corpo
trabalhando duramente para que meus olhos se abram de novo
Mas eles nem se preocupam
E deixam o tempo passar
E o tempo passa e minhas mãos coçam
com a vontade de acariciar seu cabelo
Mas estou muito ocupada, tentando não deixar meu coração fugir
E meus olhos sem querer se abrem
E é aí que eu te vejo, vindo em minha direção
E é aí que eu não faço nada e viro um outro nada
É aí que eu te olho, e te olho
E aqui você está, perto de mim
De novo e pra sempre.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Nos meus dias demorados
Nos meus dias demorados
Eu mais penso do que falo
Eu mais lembro do que faço
E esqueço do dever
Não cumpro obrigações
Não sorrio pra qualquer um
Nem ao menos olho pra qualquer um
E esqueço da educação
Nos meus dias demorados
Espero o tempo passar
Rezo pra você ficar
E esqueço que tudo vai mudar
E quando meu dia passa
Eu lamento meu tempo perdido
Mas não me preocupo com o amanhã
Porque ele vai ter muito tempo pra passar
Eu mais penso do que falo
Eu mais lembro do que faço
E esqueço do dever
Não cumpro obrigações
Não sorrio pra qualquer um
Nem ao menos olho pra qualquer um
E esqueço da educação
Nos meus dias demorados
Espero o tempo passar
Rezo pra você ficar
E esqueço que tudo vai mudar
E quando meu dia passa
Eu lamento meu tempo perdido
Mas não me preocupo com o amanhã
Porque ele vai ter muito tempo pra passar
domingo, 15 de maio de 2011
Disseram que minha linha era um verso,
Que meu barulho era música,
Que meu riso era felicidade
Que minha tristeza, era saudade.
Disseram que tudo ia passar
E passou!
E depois, ainda assim disseram...
E não pararam mais de dizer
Enquanto eu atravesso a rua,
Dizem que vou pra escola
Dizem que volto da escola
E eu...
Que nem sei onde estou...
Ando quieta e calada
Sou cega e surda pro mundo
Por que ele não é assim comigo também?
Que meu barulho era música,
Que meu riso era felicidade
Que minha tristeza, era saudade.
Disseram que tudo ia passar
E passou!
E depois, ainda assim disseram...
E não pararam mais de dizer
Enquanto eu atravesso a rua,
Dizem que vou pra escola
Dizem que volto da escola
E eu...
Que nem sei onde estou...
Ando quieta e calada
Sou cega e surda pro mundo
Por que ele não é assim comigo também?
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Céu
O céu era a resposta
Era o abrigo e o consolo
De uma vida sem caminhos
Lá estava ele de novo
Agora tão diferente dos meus olhos já crescidos
O céu que viu meus olhos crescerem
O céu que não se cansa dos meus olhares
que a todo tempo fazem pergunta...
Agora que meu tempo já passou
Meu destino já se traçou
Meu lar me deixou
E minha vida mudou (?)
Poderia eu ainda olhar-te com meus olhos de antes?
Ou será que poderiam ainda estar aqui?
Sou eu aquela menina que desenhava nas nuvens
de um céu azul puro de nuvens de algodão?
Agora que larguei meus tesouros
Atirei-me numa estrada longa e cansativa
-e por que não, complexa?
Sou eu quem procura por pedaços de algodão
num céu ferido e dominado por poluição?
Agora que a vida me jogou
para um céu sem brilho e sem pureza
Um céu assustador que esconde sua paz
antes tão estampada em suas cores tímidas
Sou eu quem te olha e te implora
Te imagina e te devora
Sou eu quem te procura puro
Quando a pureza não mais...
É digna de se olhar.
Era o abrigo e o consolo
De uma vida sem caminhos
Lá estava ele de novo
Agora tão diferente dos meus olhos já crescidos
O céu que viu meus olhos crescerem
O céu que não se cansa dos meus olhares
que a todo tempo fazem pergunta...
Agora que meu tempo já passou
Meu destino já se traçou
Meu lar me deixou
E minha vida mudou (?)
Poderia eu ainda olhar-te com meus olhos de antes?
Ou será que poderiam ainda estar aqui?
Sou eu aquela menina que desenhava nas nuvens
de um céu azul puro de nuvens de algodão?
Agora que larguei meus tesouros
Atirei-me numa estrada longa e cansativa
-e por que não, complexa?
Sou eu quem procura por pedaços de algodão
num céu ferido e dominado por poluição?
Agora que a vida me jogou
para um céu sem brilho e sem pureza
Um céu assustador que esconde sua paz
antes tão estampada em suas cores tímidas
Sou eu quem te olha e te implora
Te imagina e te devora
Sou eu quem te procura puro
Quando a pureza não mais...
É digna de se olhar.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Era a alegria da chegada
E a dor da partida
Que faziam da cabeça de uma criança
Um berço de confusões e injustiças.
Fazer piada era fácil.
Sorrir era fácil.
Chorar a noite era fácil,
não entender nada era mais fácil ainda.
Mas o desejo de entender,
Aquilo de querer fazer a coisa certa..
Ora! Entender o quê?
Você já nasceu errada, menina!
Hoje, eu olho o passado e vejo isso.
Amanhã, eu olho de novo e vejo aquilo.
E hoje e amanhã e isso e aquilo.
Fazer parar a dor, é difícil.
Não questionar, é difícil.
Respirar todos os dias, é difícil
Relembrar é mais difícil ainda.
Eu deixo o silêncio,
Deixo a vida,
Deixo a espera.
Deixo a partida.
E a dor da partida
Que faziam da cabeça de uma criança
Um berço de confusões e injustiças.
Fazer piada era fácil.
Sorrir era fácil.
Chorar a noite era fácil,
não entender nada era mais fácil ainda.
Mas o desejo de entender,
Aquilo de querer fazer a coisa certa..
Ora! Entender o quê?
Você já nasceu errada, menina!
Hoje, eu olho o passado e vejo isso.
Amanhã, eu olho de novo e vejo aquilo.
E hoje e amanhã e isso e aquilo.
Fazer parar a dor, é difícil.
Não questionar, é difícil.
Respirar todos os dias, é difícil
Relembrar é mais difícil ainda.
Eu deixo o silêncio,
Deixo a vida,
Deixo a espera.
Deixo a partida.
Não!
Eu não gosto de perguntas.
Eu não tenho pressa.
Mas corro pra te perguntar
Quando isso vai acabar.
Você não me ouve.
Você não me espera.
Eu paro e sento
E desço do palco.
Eu me calo.
E meu olhar leva embora o sorriso,
O sorriso iludido
Que faz restar um olhar fraco.
O tempo passa e eu não uso relógio.
A terra se move enquanto eu ainda estou parada.
As pessoas crescem,
mas eu ainda jogo pedrinhas para o alto.
A música pára
e eu não tenho mais vontade de dançar.
Eu não tenho pressa.
Mas corro pra te perguntar
Quando isso vai acabar.
Você não me ouve.
Você não me espera.
Eu paro e sento
E desço do palco.
Eu me calo.
E meu olhar leva embora o sorriso,
O sorriso iludido
Que faz restar um olhar fraco.
O tempo passa e eu não uso relógio.
A terra se move enquanto eu ainda estou parada.
As pessoas crescem,
mas eu ainda jogo pedrinhas para o alto.
A música pára
e eu não tenho mais vontade de dançar.
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