Sempre preferi sonhar que viver
Sem pensar no quanto isso ia me custar
Noites sem dormir
Noites vividas após um dia vazio
Dias cheios, corridos, quentes
E na cama, antes de dormir,
A solidão, o escuro e o frio
Eu vivendo sem realidade
Eu vivendo no escuro
A noite procurava a paz
Dos meus dias loucos
Em lugares que nunca fui
Quando eu costumava ser só o que eu era.
Hoje não sei onde estou
Pessoas desconhecidas, caminhos confusos
Não sei mais sonhar
E já deixei de viver há tempos
Não sei o que faço
Não entendo, não tenho respostas
Mas procuro
Mas me canso...
Saudades da calma das minhas noites
Da minha solidão, do meu mundo
Hoje não me encontro
Tenho medo
Tenho pressa
Pressa de chegar a lugar nenhum
Pressa do fim
domingo, 22 de setembro de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Eu e o Papel
No final, eu e o papel
Minha dor
Meus arrependimentos
E o alívio de só escrever
Minha dor
Meus arrependimentos
E o alívio de só escrever
No final, eu e o sentir
O chorar
O amar... (de novo)
E meu cansaço
O chorar
O amar... (de novo)
E meu cansaço
Tantos amares de um só amar
Tantas pessoas e um coração
Quantos perigos
No meu caminho perdido
Tantas pessoas e um coração
Quantos perigos
No meu caminho perdido
De novo vou embora
Me acostumei a me quebrar
Deixo meus pedaços
para ninguém achar
Me acostumei a me quebrar
Deixo meus pedaços
para ninguém achar
No final, o silêncio
Meu desejo engasgado
Meu coração apertado
E o tormento do tempo a passar
Meu desejo engasgado
Meu coração apertado
E o tormento do tempo a passar
O vinho, livros e poesia
Meu quarto esfumaçado
Meu copo vazio...
Eu e o papel
Meu quarto esfumaçado
Meu copo vazio...
Eu e o papel
Dor, vida e amor
Hoje não vivo
É a vida que me vive
Nem tenho amor
O amor me tem
É a vida que me vive
Nem tenho amor
O amor me tem
Perdi a vida tentando amar
Perdi a esperança de ser alguém
A vida me faz desacreditar
Não confio em mais ninguém
A vida me faz desacreditar
Não confio em mais ninguém
Hoje meu sorriso triste
Esconde a morte em mim
Vivo sendo o que não sou
E procuro ser o que nunca fui
Vivo sendo o que não sou
E procuro ser o que nunca fui
Nunca sei nem nunca soube
Só soube que amei
Amei na infância
Amei quando não sabia
Amei na infância
Amei quando não sabia
Perdi a vida antes de morrer
Tenho desejo só do mar
O mar que vai me salvar
E para o nada eu me entregar
O mar que vai me salvar
E para o nada eu me entregar
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Sei que (não) sou
Sei que sou ninguém
E quero.
Sofro em ser alguém
Então espero
Um outro alguém
Que possa ser, além de mim
Que pense e não ame
Que arrisque e não chore
Eu, confusa que sou,
Escolho não ser mais eu
Deixo o tempo
Deixo estar
E fico a esperar
Meu pouco e minha falta
Eu e você
Meu sonho e minha realidade
E onde devo estar?
O que penso
Que sinto
Que sonho que espero
Que amo você.
E quero.
Sofro em ser alguém
Então espero
Um outro alguém
Que possa ser, além de mim
Que pense e não ame
Que arrisque e não chore
Eu, confusa que sou,
Escolho não ser mais eu
Deixo o tempo
Deixo estar
E fico a esperar
Meu pouco e minha falta
Eu e você
Meu sonho e minha realidade
E onde devo estar?
O que penso
Que sinto
Que sonho que espero
Que amo você.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Não vivo. Imagino
Hoje perco oportunidades
Deixo-as passarem como se nem as tivesse visto
As vezes até penso
Mas desisto
É tão mais fácil
E evita aquilo tudo que eu já sei
Poupa-me do resto
Do sofrer que eu já cansei
Palavras que não digo
Olhares que desvio
Crenças que já não tenho
Na verdade, prefiro o vazio.
Disto então, não vivo. Imagino.
Deixo-me ser quem eu gostaria de ser
Em um mundo aqui que não existe
Deixo-me ser sem ninguém ver.
Sigo livre sem saber
Que minha vida já deixei
Que dos lugares que conheci
Minha casa ainda não encontrei
Mas procuro
Perco tempo e ganho história
Perco vida e ganho magia
Só na minha memória
Quem precisa entender?
Já nem explico.
Eu é quem sigo
Sem amar nem viver.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Da natureza e eu
O tempo que passava
Mudava
E toda aquela água
Caminhava sozinha
Dentre as pedras escuras
Da floresta verde e vazia
No céu cinza sozinho
E eu, ali, distante
De fora
Eu, ali, olhava
E pensava
No tempo que passava
Sem nada
Eu esperava e escutava
As águas passando
...
E eu sem saber pensar
Sem mais sentir
Não vivia
Não era
Só estava
E ali, distante
Sem saber por quê
Nem motivos
Me perdendo
Eu me perdia de tudo
E não sabia mais ser
Não queria mais nada
Queria mais nada
Mais nada
Nada.
Mudava
E toda aquela água
Caminhava sozinha
Dentre as pedras escuras
Da floresta verde e vazia
No céu cinza sozinho
E eu, ali, distante
De fora
Eu, ali, olhava
E pensava
No tempo que passava
Sem nada
Eu esperava e escutava
As águas passando
...
E eu sem saber pensar
Sem mais sentir
Não vivia
Não era
Só estava
E ali, distante
Sem saber por quê
Nem motivos
Me perdendo
Eu me perdia de tudo
E não sabia mais ser
Não queria mais nada
Queria mais nada
Mais nada
Nada.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Um dia me jogarei da ponte pro mar
Um dia me jogarei da ponte pro mar
Vou sem dizer a ninguém
Vou sem nem saber quando
Sei, que um dia me jogarei da ponte pro mar
Sem motivos, nem vantagens
Vou me jogar para me arriscar
Para sentir o poder
De perder tudo num piscar
Um dia me jogarei da ponte pro mar
Só para poder voltar
E dizer
Que um dia me joguei da ponte pro mar
Não tenho nada que me prenda
Nem nada que me convença
A um dia
Não me jogar da ponte pro mar
E quando me jogar
Me arrependerei de não poder voltar
Nem poder mudar
Tudo o que ficou para trás.
Vou me jogar
Sei que vou chorar
Mas sozinha,
Vou me jogar da ponte pro mar
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